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Nos últimos 20 anos, a melhora das condições de vida e os avanços da medicina têm reduzido o número de mortes por infarto, AVC e neoplasias malignas. Por outro lado, aquelas associadas às demências ficaram mais prevalentes. Sabemos que a dieta mediterrânea reduz o risco de doenças cardiovasculares e diabetes, além de estudos mostrarem que o azeite de oliva tem ação anti-inflamatória e neuroprotetora.
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Publicada na revista Jama, o estudo analisou 60.582 mulheres e 31.801 homens. Em 1990, os participantes receberam o primeiro questionário sobre hábitos alimentares e a adesão à dieta mediterrânea; depois, houve um questionário a cada quatro anos. Entre várias perguntas sobre a frequência do consumo de alimentos, três se referiam ao uso de óleo de oliva.
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Os participantes foram divididos em quatro grupos de acordo com o consumo de azeite: nunca ou menos do que uma vez por mês, entre 4,5 e 7 g/dia e acima de 7 g/dia. O uso de alimento foi inversamente proporcional às mortes, isto é, quanto maior a quantidade incluída na dieta, mais baixa a mortalidade por demência.
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Outros estudos têm avaliado a influência do efeito do óleo de oliva na cognição. O Three-City Study mostrou que nos pacientes com demência que mais consomem azeite há diminuição de 17% nos níveis de declínio da memória visual. Pesquisas observacionais realizadas com a dieta mediterrânea (DASH, MIND e AHEI) verificaram redução dos níveis de declínio cognitivo e melhora da cognição em pacientes com Alzheimer.
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O impacto do azeite na mortalidade por demência se deve ao fato de que ele melhora a função do endotélio, a camada que reveste as paredes internas dos vasos sanguíneos, interfere com os mecanismos de coagulação, metabolismo das gorduras, estresse oxidativo, agregação das plaquetas e inflamação.
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