Gaspar Nóbrega / COB
Gaspar Nóbrega / COB / Divulgação
O início das disputas do tênis de mesa por equipes marcou a estreia da primeira atleta paralímpica brasileira a ser convocada para as Olimpíadas. Trata-se de Bruna Alexandre, que teve o braço direito amputado ainda na infância e começou a praticar a modalidade aos sete anos.
Natural de Criciúma, em Santa Catarina, Bruna estreou nas Olimpíadas ao lado das irmãs Giulia e Bruna Takahashi. O Brasil esteve representado na modalidade nas últimas três edições dos Jogos, mas os grupos sempre foram eliminados na primeira rodada.
Gaspar Nóbrega / COB / Divulgação
Gaspar Nóbrega / COB / Divulgação
A atleta paralímpica teve seu braço direito amputado quando tinha apenas seis meses de idade, em função de uma trombose causada por uma injeção mal aplicada. Aos sete anos, começou a praticar o tênis de mesa convencional, competindo com outras crianças sem deficiência. Assim, antes mesmo de conhecer a modalidade paralímpica, foi convocada para a seleção brasileira infantil quando tinha 11 anos.
No decorrer de sua trajetória, foi bicampeão brasileira e contribuiu com a classificação da equipe para as Olimpíadas de Paris ao ganhar a prata no Pan-Americano da modalidade. Também conquistou o bronze nos Jogos Pan-Americanos 2023. A experiência da atleta abrange quase 18 anos de competições regionais, nacionais e internacionais de tênis de mesa.
Gaspar Nóbrega / COB / Divulgação
O que eu mais fico feliz de jogar o (tênis de mesa) olímpico é mostrar para todo mundo que a deficiência não é nada, que a gente consegue fazer tudo. E é isso que me dá mais motivação de continuar a jogar
Bruna Alexandre