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Entenda a crise da Americanas

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No dia 11 de janeiro, a Americanas comunicou ao mercado "inconsistências contábeis", informando dívidas próximas a R$ 20 bilhões. No mesmo dia, o CEO da companhia, Sergio Rial, e o diretor de relações com investidores, André Covre, decidiram deixar os cargos.

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Após revelação do rombo, as ações da Americanas despencaram 77,3% no dia seguinte. Foi a maior queda registrada por uma empresa no Ibovespa, índice de referência dos investidores, desde 1994, segundo o Valor Data.

Ações das Americanas despencam

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Em 13 de janeiro, a Americanas surpreendeu mercado e credores ao obter medida de tutela de urgência cautelar que, na prática, impedia a execução antecipada de dívidas por 30 dias.

Suspensão da execução de dívidas

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Nos argumentos apresentados à Justiça, a varejista afirmou que as "inconsistências contábeis" poderiam alterar seu grau de endividamento e acarretar no vencimento antecipado das dívidas.

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Em 19 de janeiro, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro, informando dívidas totais no valor de R$ 43 bilhões. O pedido, que foi o quarto mais alto da história do Brasil, foi aceito no mesmo dia.

Pedido de recuperação judicial

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Em 21 de janeiro, a Americanas publicou comunicado sobre a crise financeira, afirmando que seguia normalmente em operação. "Seguimos abertos e prontos para suas compras e entregas, nas lojas, no site e no app", disse a companhia.

Comunicado da empresa

No dia seguinte, os principais acionistas da Americanas, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, também divulgaram nota oficial sobre as dificuldades que a empresa enfrenta.

Nota dos principais acionistas

"Vários esforços vêm sendo feitos para o correto tratamento dos desafios que hoje se colocam à empresa". "Jamais tivemos conhecimento e nunca admitiríamos quaisquer manobras ou dissimulações contábeis na companhia", complementam os acionistas no texto.

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Os principais objetivos do pedido de recuperação judicial da empresa são continuar operando neste momento de crise e evitar a falência definitiva. Assim, a empresa terá que apresentar um plano de recuperação completo, detalhando como pretende superar as atuais adversidades.

Qual o futuro das Americanas?

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Se aprovado, o plano também deverá ser cumprido à risca, sob pena da falência da empresa ser decretada judicialmente.

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