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Ganhando notoriedade nas redes sociais e figurando também nos consultórios psicoterápicos, o termo "relacionamento pocketing" conceitua relações nas quais um dos envolvidos esconde o parceiro do convívio público. A expressão é derivada do inglês pocketing, que, em tradução livre, significa "colocar no bolso".
É como se a relação fosse um segredo, como se ela só existisse no ambiente privado das pessoas que a compõem. Fora desse ambiente privado, uma das partes não demonstra afeto, não inclui a outra no seu círculo de amigos e não apresenta para a família. Esse conceito está diretamente relacionado a um comportamento que acaba se mostrando tóxico, porque a outra parte não está de acordo. Quando há consenso e os dois decidem manter a relação em segredo, já não se configura mais o pocketing
Desirèe Monteiro Cordeiro
Psicóloga
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Para Andréa Alves, psicóloga especializada em atendimento a casais, diversos fatores podem levar alguém a praticar esse tipo de relação. Muitas vezes a motivação vem de um sentimento de vergonha em relação ao outro, por aspectos como a aparência, o jeito e a classe social. Também pode estar ligado à infidelidade, quando a pessoa esconde a relação porque já tem ou deseja ter outras relações.
Às vezes, quem sofre nem percebe que está sendo escondido. Quando a pessoa se dá conta de que está vivendo uma relação assim, a sensação é de menos-valia. Ela vai questionar suas qualidades, questionar sua aparência e achar que o problema é com ela. É algo que pode trazer muitos danos e traumas, sobretudo à autoestima
Desirèe Monteiro Cordeiro
Psicóloga
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O primeiro passo é observar o comportamento do par e avaliar se as condições da relação são transparentes e satisfatórias para ambos. Somente o diálogo permitirá entender se a questão pode ou não ser ajustada a contento dos dois. Quando se constata que há o comportamento traiçoeiro, a melhor opção é buscar formas de sair da relação.
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