Marcio Nunes / Divulgação

Filme sobre o Maníaco do Parque tem uma única cena boa

Antônio Pacheco / Agencia RBS

O filme Maníaco do Parque: Um Serial Killer Brasileiro é a novidade do Amazon Prime Vídeo. Trata-se de uma ficção baseada na história do motoboy Francisco de Assis Pereira, interpretado por Silvero Pereira. Ele estuprou, assassinou e escondeu os corpos de 11 mulheres em São Paulo, no final da década de 1990, e foi condenado a 268 anos de prisão.  Confira a crítica do colunista de GZH Ticiano Osório >>>>>

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O filme é classificado como ficção, já que duas das personagens principais não existiram: a repórter Elena e sua irmã, Martha, uma psicóloga. A jornalista é vivida por Giovanna Grigio (de Chiquititas), cuja atuação deixa a desejar, e a psicóloga, irmã mais velha de Elena, é vivida por Mel Lisboa. A atriz é prejudicada pelo texto com pouco aprofundamento.

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Dado o currículo do diretor, podia-se prever que Maníaco do Parque seria ruim: Maurício Eça realizou a medonha trilogia baseada no caso Suzane von Richthofen e o pavoroso Turma da Mônica Jovem: Reflexos do Medo (2024). A direção de fotografia de Marcelo Trotta e a edição de Gustavo Giani se esforçam para serem anódinas ou, na melhor das hipóteses, genéricas.

Direção

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As escolhas musicais são esquisitas e não combinam com o tom da obra. Destaca-se uma versão cover de In the Pines (ou Black Girl ou Where Did You Sleep Last Night?), pelo rapper Xamã. Os versos até fazem sentido para o contexto, mas o arranjo e a interpretação do cantor remetem a um comercial sensual ou a um thriller erótico — inadequado em uma narrativa sobre mulheres violentadas.

Trilha sonora

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A única cena que se salva é aquela que mostra Elena saindo do jornal em que trabalha, à procura do Maníaco do Parque, e então a câmera, numa panorâmica, flagra um sorridente Francisco andando de patins em uma rua muito próxima. Com isso, o diretor Maurício Eça consegue traduzir visualmente a ideia de que, sim, os monstros estão sempre entre nós, escondidos no anonimato das grandes cidades.

Confira a crítica completa de Ticiano Osório

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