Handout / SURVIVAL INTERNATIONAL / Indian Coast Guard / AFP
A Ilha de Sentinela do Norte, localizada no Oceano Índico, no arquipélago das Andamão, na baía de Bengala, é o lar da população mais isolada do mundo. Pouco se sabe sobre quantos são, qual idioma falam, seus costumes e como sobrevivem na ilha. O território pertence à Índia, mas nem o próprio governo consegue reunir informações sobre o povo. Eles são hostis e rejeitam contato com outras pessoas, sendo os últimos seres humanos a permanecerem completamente intocados pela civilização moderna.
Google Earth / Reprodução
A última vez que os sentineleses receberam atenção de povos externos foi em 2004, quando o governo indiano sobrevoou a ilha para saber se haviam sobrevivido ao tsunami que atingiu o local naquele ano. Na ocasião, as autoridades utilizaram helicópteros e foram recebidos com flechas.
Segundo a BBC, estima-se que existam entre 50 e 150 pessoas da tribo. A visita ao local é proibida pelos riscos que os visitantes representam aos nativos, que não possuem imunidade para as doenças comuns do cotidiano, como uma gripe. Sua origem está em uma migração originada na África há 60 mil anos. Hoje, eles vivem em uma pequena área de floresta. Trata-se de uma das poucas tribos de caçadores-coletores no mundo. A ilha também abriga outras cinco tribos classificadas como "particularmente vulneráveis", os jarawas, os grandes andamanenses, os onges e os shompen. Apesar de isolados, há mais informações sobre os demais povos do que sobre os sentineleses.
Google Earth / Reprodução
Em 1974, um diretor de cinema que visitou o local recebeu uma flechada em uma perna. Em 2018, um turista americano foi morto a flechadas pelos indígenas. Ainda não se sabe se ele foi até o local para pregar o cristianismo ou apenas "viver uma aventura". Na época, ele subornou pescadores para o levarem até a ilha.
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