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Como foi a prisão do Maníaco do Parque no interior do RS

Marcio Nunes / Divulgação

Lançado no Amazon Prime Video em 18 de outubro, o filme Maníaco do Parque: Um Serial Killer Brasileiro (foto) trata pouco da captura do criminoso, interpretado na ficção pelo ator Silvero Pereira. Ele, que se chama, Francisco de Assis Pereira, estuprou, assassinou e escondeu os corpos de 11 mulheres em São Paulo, mas foi preso no interior do Rio Grande do Sul. Confira como foi a captura >>

Antônio Pacheco / Agencia RBS

Batizada de "Operação Itaqui" na manchete da Zero Hora do dia 6 de agosto de 1998, a ação para capturar o criminoso uniu pescadores do Rio Uruguai, soldados da Brigada Militar e agentes da Polícia Civil. Durante o mês de julho, Francisco havia fugido de São Paulo, passando pelo Paraguai e pela Argentina, por onde ingressou no Rio Grande do Sul.

Tadeu Vilani / Agencia RBS

Ao atravessar o Rio Uruguai de canoa, Francisco pediu abrigo na casa do pescador Manoel Pereira Paveck (foto), em Itaqui. Segundo a reportagem de Zero Hora, "foi um hóspede gentil que evocava Deus e elogiava a família, mas intrigou o pescador João Carlos Dorneles Vilaverde". Ao assistir ao programa de TV Ratinho Livre, Vilaverde percebeu que se tratava do homem mais procurado do país na época.

Tadeu Vilani / Agencia RBS

Vilaverde, depois de desconfiar do visitante, pediu que um amigo fosse fazer uma pescaria com o homem. Enquanto os dois estavam no rio, vasculhou a mochila de Francisco, onde encontrou documentos e um álbum com fotografias de mulheres. Em seguida, chamou a Brigada Militar.

Pescador, detetive e herói

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Em Itaqui, foram mobilizados 21 policiais civis e militares, que efetuaram a prisão de Francisco às 20h15min do dia 4 de agosto. Naquela madrugada, o Maníaco do Parque concedeu uma entrevista, dizendo ser inocente e, pela manhã, foi transportado para Porto Alegre em um voo fretado. A passagem pela Capital seria rápida, mas houve tumulto e correria, precisando de mais cinco delegados e de 22 policiais.

José Severiano / AJB

O delegado Sergio Alves, da Delegacia de Homicídios de São Paulo, conseguiu algemar o assassino e o levou para a capital paulista. Atualmente com 56 anos, ele continua preso na penitenciária de Iaras (SP), mas pode sair da cadeia em agosto de 2028, pois o tempo máximo de reclusão no país à época do seu julgamento era de 30 anos – ele foi condenado a 268 anos.

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