Porthus Junior/ Agência RBS
A maioria deles é leve, como dor no local da aplicação e febre, nada diferente de reações já observadas em imunizantes contra o sarampo ou a febre amarela.
Antonio Valiente / Agência RBS
Segundo a bula da Pfizer, única vacina autorizada para uso pediátrico no país, as reações mais comuns são dores de cabeça, muscular e no local da injeção, com possível vermelhidão e inchaço onde a agulha foi inserida. Também pode haver cansaço e calafrios.
Basta lançar mão de medidas simples, que as famílias já estão acostumadas a utilizar.
No caso de dor no local da vacina, dá para colocar um paninho úmido, mais fresco, sobre a área. No caso de febre, é importante que os pais deem bastante líquido para as crianças se manterem hidratadas, além de garantir roupas leves. Se necessário, pode medicar com um antitérmico.
Fabrizio Motta
Supervisor-médico do Controle de Infecção e Infectologia Pediátrica do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre
André Ávila/ Agência RBS
Se houver sintomas mais intensos, é recomendado entrar em contato com um pediatra. Mas nunca, frisa o médico, se deve medicar as crianças previamente, fazendo uso de um antitérmico antes da vacinação, porque não terá efeito.
Porthus Junior/ Agência RBS
Já a miocardite, inflamação no coração usada pelo movimento antivacina como principal motivo para os pais não levarem os pequenos aos postos de saúde, é extremamente rara. E mesmo quando aconteceu, não apresentou maiores problemas.
O que foi observado: nos Estados Unidos, em mais de 9 milhões de doses aplicadas em crianças de cinco a 11 anos, surgiram cerca de dez casos de miocardite. Não houve internações por causa desse problema e todas as crianças evoluíram bem, com recuperação total, sem necessidade de tratamento.
Marcelo Otsuka
Coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)
Antonio Valiente / Agência RBS
Se o medo é de que a criança tenha problemas cardíacos devido à vacina, a ciência aponta o contrário: é justamente a infecção gerada pela covid-19 que coloca o coração em risco.
É uma síndrome muito grave, que acometeu mais de 1,4 mil pessoas do público pediátrico infectadas pelo coronavírus aqui no Brasil. Todas essas crianças precisaram de internação e mais da metade teve problemas no coração, como arritmia e miocardite. Ou seja: quando a gente faz a vacinação nas crianças, a gente também reduz essa doença cardíaca que a covid-19 provoca.
Marcelo Otsuka
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