Seventyfour / stock.adobe.com
Bénédicte Roscot / Divulgação
Escritor e pesquisador francês, Michel Desmurget ficou furioso quando percebeu um certo endeusamento da sociedade sobre o uso de telas por crianças. Diante disso, o autor de A Fábrica de Cretinos Digitais e Faça-os Ler!, ambos publicados no Brasil pela Editora Vestígio, assumiu uma missão.
skolovaln / stock.adobe.com
Ele busca mostrar, de um lado, estudos que esmiúçam os riscos do consumo de aparelhos como celulares e tablets para um cérebro em desenvolvimento, e, de outro, os benefícios do hábito da leitura como forma de treinar a cognição, que não apenas traz bons resultados no desempenho escolar, mas estimula a inteligência emocional, como a capacidade de entender a si mesmo e aos outros.
Em entrevista a GZH, Michel Desmurget afirma que decidiu estudar o assunto por perceber que é um problema de saúde pública. "Fiquei furioso ao perceber a enorme lacuna entre o que a literatura científica dizia sobre o impacto das telas e as informações imprecisas difundidas na mídia", explicou.
wesrock / stock.adobe.com
O pior que se pode fazer é dizer: "Você vai ler por 15 minutos e depois pode ver Netflix ou jogar videogame", porque isso transforma a leitura em uma punição. O tempo de tela está destruindo os cérebros das crianças. Quando estamos entediados, o cérebro trabalha as áreas da memória e da resolução de problemas. Se a criança está entediada e tem Netflix, ela vai usar Netflix. Se a criança está entediada e tudo o que tem é um livro, um instrumento musical ou qualquer outra coisa que você queira que ela tenha, então ela usará isso.
Michel Desmurget
Escritor e pesquisador francês