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Félix Zucco / Agencia RBS
Em 118 anos de história, o Grêmio foi rebaixado três vezes para a Série B do Brasileirão. A campanha gremista no campeonato de pontos corridos desta temporada acabou com 43 pontos, na 17ª colocação. GZH relembra como foram os outros rebaixamentos e as semelhanças com a queda deste ano.
O time até começou o Campeonato Brasileiro daquele ano com o pé direito ao vencer o Goiás por 3 a 2, mas o balde de água fria veio logo na sequência com uma derrota para o Athletico-PR, fora de casa.
Fábio Koff, então presidente do Conselho Deliberativo do clube, pedia reação ao Tricolor pela imprensa. Essa é uma das primeiras coincidências com o rebaixamento desta temporada: o Tricolor perdeu tanto a confiança com as seguidas derrotas que acabou perdendo para Sport, e Atlético-GO no Olímpico.
Fernando Gomes / Agência RBS
Depois de oito jogos com apenas uma vitória, a opção foi por demitir o técnico Cláudio Duarte. Para o seu lugar, Dino Sani, campeão mundial como jogador em 1958, foi o escolhido, o que não surtiu efeito.
Pelo mau desempenho, os torcedores cobravam de forma acintosa o elenco, que não era dos mais baratos, e a diretoria. Alberto Galia, então diretor de futebol, tinha sua saída exigida pelos coros vindos da arquibancada do Olímpico.
Como forma de lotar o Olímpico, o clube diminuiu o preço dos ingressos para atrair os torcedores (em 2021, baixou para enfrentar o Juventude, na Arena).
Fernando Gomes / Agência RBS
A terceira vitória veio na penúltima rodada, um 3 a 0 contra o Vasco. O resultado fez o Tricolor depender apenas de um empate para permanecer na primeira divisão. Nem isso foi suficiente para os gaúchos. O Botafogo, que fazia campanha mediana no Brasileirão, venceu por 3 a 1 no Caio Martins e rebaixou o Grêmio.
Fernando Gomes / Agência RBS
A curiosidade dessa partida ficou por conta da não participação de Renato Portaluppi, então jogador do clube carioca. A versão oficial dá conta de que ele estava lesionado e, por isso, não enfrentou o clube que o revelou.
Valdir Friolin / Agência RBS
O rebaixamento de 2004 pode começar a ser explicado pela temporada anterior, quando o Grêmio escapou da Série B na última rodada do Brasileirão, mas já vinha convivendo com problemas internos, dívidas e um time que nem perto lembrava aquele que tinha sido campeão da Copa do Brasil em 2001.
Além dos resultados ruins dentro de campo (como também se vê em 2021), o Tricolor convivia com um extracampo talvez até pior.
Mauro Vieira/ Agência RBS
Não foram poucos os relatos de atos de indisciplina. Somado a isso, o clube seguia enfrentando problemas financeiros, com salários atrasados (algo bem diferente do panorama do início de 2021, quando o clube vinha de um superávit).
A cada rodada, surgiam novos problemas, dificuldades de comportamento, conduta, você tinha de tudo. Eu já peguei barra pesada, mas a diversificação de pesadelos. Era um pesadelo de cada tipo. Havia um clima de impunidade pairando no ar, salários atrasados. Tudo reflete no campo, não adianta, são elementos comuns a qualquer grande clube em queda
Cláudio Duarte
Treinador do clube em 2004
Ricardo Chaves / Agência RBS
Mais uma coincidência que liga 2004 a 2021 é a questão da punição do Grêmio pelo STJD. Naquele ano, o clube perdeu mandos de campo, enquanto na temporada 2021 o Grêmio perdeu o direito de ter torcida também fora de casa pela invasão dos torcedores no gramado da Arena após a derrota para o Palmeiras.
Cumpriu três ainda na Série A e mais dois na Série B, quando atuou contra Avaí e Ituano no Beira-Rio. Em um desses jogos jogando longe do Olímpico, à época, o time gaúcho foi rebaixado para a Segunda Divisão.
José Doval/ Agência RBS
Ao final da 46ª rodada, o Grêmio caiu como lanterna, com 39 pontos. Primeiro time fora da zona de rebaixamento, o Botafogo somou 51.
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