Matheus Pé / Especial
Ronaldo Bernardi / Agência RBS
Uma das doenças que mais preocupam nesse cenário de enchente no RS é a leptospirose.
Duda Fortes / Agência RBS
Leptospirose é uma doença infecciosa transmitida pela exposição direta ou indireta à urina de animais – principalmente ratos – infectados pela bactéria Leptospira. A doença apresenta risco de letalidade que pode chegar a 40% nos casos mais graves, segundo o Ministério da Saúde.
André Ávila / Agência RBS
As manifestações da leptospirose são divididas em duas fases: fase precoce e fase tardia. O período de incubação varia de um a 30 dias, mas é comum ocorrer entre sete e 14 dias após a exposição a situações de risco.
Mateus Bruxel / Agência RBS
– Febre – Dor de cabeça – Dor muscular, principalmente nas panturrilhas – Falta de apetite – Náuseas/vômitos
Renan Mattos / Agência RBS
Segundo o Ministério da Saúde, a evolução para quadros graves ocorre em 15% dos casos. A manifestação clássica da leptospirose nesse tipo de paciente é a síndrome de Weil, caracterizada pela chamada tríade de icterícia (tonalidade alaranjada muito intensa - icterícia rubínica), insuficiência renal e hemorragia, mais comumente pulmonar.
Mateus Bruxel / Agência RBS
A limpeza da lama da enchente deve ser feita com luvas e botas de borracha, sendo necessário lavar o local com uma solução de hipoclorito de sódio a 2,5%, na seguinte proporção: - Para 20 litros de água, adicionar duas xícaras de chá (400mL) de hipoclorito de sódio a 2,5%. A solução deve agir por 15 minutos.
O atendimento a pacientes com leptospirose é ambulatorial em casos leves; nas situações graves, a hospitalização deve ser imediata. Segundo o Ministério da Saúde, a antibioticoterapia é indicada em qualquer período da doença, mas é mais eficácia na primeira semana do início dos sintomas.
Ronaldo Bernardi / Agência RBS